quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Principal alvo das manifestações que tomaram as ruas do Rio de Janeiro desde junho, o governador Sérgio Cabral

Principal alvo das manifestações que tomaram as ruas do Rio de Janeiro desde junho, o governador Sérgio Cabral (PMDB) comentou nesta quinta-feira (1º) as declarações do presidente regional do partido no Rio, Jorge Picciani, que afirmou em entrevista ao jornal "O DIA" que ele deixaria o governo em abril para dar lugar ao vice, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e para permitir a candidatura do filho, Marco Antônio, a deputado federal. "Os governadores em segundo mandato, e não é só o meu caso, certamente nesse momento estão discutindo com seus partidos o que farão em 2014. Se permanecem até o final do mandato ou se se desincompatibilizam", declarou Cabral, em entrevista à rádio CBN. "Estamos avaliando. São várias hipóteses", disse.

Sobre as afirmações de Picciani, o govenador disse que ele "tem, até por obrigação de dirigente partidário, que discutir a política e o futuro do partido". Ao falar sobre deixar o cargo antes do fim do mandato, ele lembrou que há precedentes no Rio e em Minas Gerais, por exemplo.


"Em 2010, o então governador Aécio Neves deixou o mandato para disputar o Senado Federal. Aqui no Rio de Janeiro, já houve governadores que deixaram o mandato para disputar a Presidência da República. Isso faz parte do processo democrático brasileiro", disse. Sobre o atual momento de avaliação, Cabral citou os governadores Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, "que tem até a possibilidade de disputar a Presidência da República", Jaques Wagner (PT), da Bahia, e Cid Gomes (PSB), do Ceará.
Durante a entrevista, Cabral também falou sobre sua queda de popularidade, apontada em pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em parceria com o instituto Ibope, divulgada na semana passada, que colocou o seu governo como o pior avaliado do país. (http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/07/25/avaliacao-positiva-de-governo-de-cabral-no-rio-e-a-pior-do-pais-diz-cniibope.htm ). Na ocasião, a assessoria do Governo do Estado informou ao UOL que ele não se pronunciaria sobre o resultado da pesquisa.

"A partir dos acontecimentos do mês de junho houve uma queda de popularidade de praticamente todos os governantes do Brasil. Eu não fui exceção. Aqui no Rio de Janeiro, a queda, pelo que parece a pesquisa, foi mais acentuada. Eu sempre respeitei pesquisas de avaliações com muita humildade, tanto quando estive em boas posições, quanto quando estive em situações adversas. Acho que faz parte do jogo democrático", afirmou o governador.
Apesar do momento difícil para o governo, o peemedebista garantiu que a candidatura do atual vice-governador, mais conhecido como Pezão, para 2014, está mantida. "Nós vamos lançar o Pezão candidato a governador. Ele é um quadro extraordinário. Uma pessoa de uma experiência administrativa, política, de uma sensibilidade social e de uma capacidade política muito grande", disse Cabral.

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