A decisão do papa Francisco foi tomada depois que ele recebeu na segunda-feira no Vaticano o bispo alemão, alvo de críticas por sua vida de luxo. Muitos alemães exigem sua renúncia
O Vaticano suspendeu até nova ordem o "bispo esbanjador" alemão, monsenhor Franz-Peter Tebartz-van Elst, da cidade de Limburgo (sudeste da Alemanha), que provocou escândalo por seu gosto pelo luxo.
"A Santa Sé considera oportuno autorizar que o monsenhor Tebartz-van Elst deixe durante um período a diocese, à espera do resultado da investigação da Igreja alemã", afirma o Vaticano em um comunicado.
A decisão do papa Francisco foi tomada depois que ele recebeu na segunda-feira no Vaticano o bispo alemão, alvo de críticas por sua vida de luxo. Muitos alemães exigem sua renúncia.
O pontífice também recebeu na semana passada o cardeal alemão Joachim Meisner, da diocese de Colonia e próximo ao polêmico bispo, e outros expoentes da igreja alemã, como Robert Zollitsch, presidente da Conferência Episcopal Alemã, com os quais abordou o delicado escândalo.
O papa será informado "de forma permanente e objetiva" sobre a investigação, afirma o comunicado, no qual o chefe da Igreja Católica determina que Zollitsch assuma o comando da diocese "a partir desta quarta-feira".
Tebartz-van Elst, de 53 anos, foi acusado de ter ordenado a construção de uma onerosa sede episcopal, com museu, sala de conferências, capela e apartamentos privados.
O projeto, decidido por seu antecessor, custava 5,5 milhões de euros, mas os gastos da obra aumentaram consideravelmente, alcançando 31 milhões de euros.
Segundo os meios de comunicação alemães, o religioso gastou para sua banheira pessoal 15.000 euros, sem falar de uma sala de jantar de 63 metros quadrados de quase três milhões de euros.
Em setembro, o Vaticano enviou a Limburgo o cardeal italiano Giovanni Lajolo, que deve elaborar um relatório.
O caso do "servidor mais caro de Deus", como foi apelidado, gera muito interesse na Alemanha, país onde as igrejas se beneficiam de um imposto, razão pela qual gozam de fundos consideráveis.
A Igreja Católica alemã, entre as mais ricas do mundo, costuma financiar muitas associações, escolas, missões e projetos de desenvolvimento.
Desde que foi eleito papa, Francisco, que deseja impulsionar uma igreja pobre para os pobres, não tomou medidas especiais contra o fenômeno, mas aceitou a renúncia de um bispo esloveno considerado também um esbanjador e se comprometeu a reformar as controversas finanças internas da Santa Sé.
AFP
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Paula Lavigne discute com apresentadora em programa de TV
"Barbara, você é gay assumida, né? Qual o nome da sua namorada? Ela não vai se sentir bem vendo eu perguntar isso, é disso que estou falando", disse a empresária Paula Lavigne, presidente do Procure Saber, durante a gravação do programa Saia Justa, do canal a cabo GNT. As perguntas foram direcionadas para a jornalista Bárbara Gancia, uma das apresentadoras da atração que vai ao ar na noite desta quarta-feira, 16. Ambas já trocam farpas nas redes sociais, devido à divergência sobre as publicações de biografias não autorizadas.
A produtora Paula Lavigne é a porta-voz do grupo Procure Saber, formado por músicos como Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Djavan e Erasmo Carlos. O grupo tenta impedir mudança na legislação que submete a publicação de biografias à autorização dos biografados.O grupo já conseguiu que o Senado colocasse em pauta e aprovasse o projeto de lei que modifica as regras de arrecadação e distribuição de direitos autorais musicais, no último mês de julho.
Durante o ''embate'', a jornalista responde: "Marcela". E Paula rebate: "Ela não vai se sentir bem vendo eu perguntar isso, é disso que estou falando, você não está entendendo na teoria e agora viu na prática como é ruim ter a privacidade invadida!".
Para o jornal O Globo, Bárabara criticou a postura de Paula no programa: “Não sou famosa, não desperto interesse público. Fora que achei a pergunta preconceituosa, como se 'pegasse mal' alguém ser gay hoje em dia”.
A jornalista ainda alfinetou a empresária: "Deu a impressão de que ela estava lá só para isso". E continuou: "Eu não tenho medo de nada. Nem eu nem a minha companheira, Marcela. Não ganho nada além do meu salário nem dinheiro algum da Lei Rouanet. Sou independente, sempre fui".
Já Lavigne diz que não foi ao programa "dar resposta nenhuma", e sim debater. A polêmica sobre as biografias não autorizadas tem esquentado os ânimos de artistas e escritores.
Em artigo publicado na última terça-feira, 15, no O Globo, o cantor e compositor Chico Buarque negou ter sido entrevistado por Paulo Cesar de Araújo, autor da biografia não autorizada "Roberto Carlos em detalhes", obra que foi recolhida das livrarias imediatamente após ser lançada: "Lamento pelo autor, que diz ter empenhado 15 anos de sua vida em pesquisas e entrevistas com não sei quantas pessoas, inclusive eu. Só que ele nunca me entrevistou".
Entretanto, também em artigo publicado nesta quarta no site do O Globo, o biógrafo respondeu a acusação e ainda apresentou provas, como um vídeo e fotografias da entrevista: "Foi com grande espanto que li, quarta, declaração de Chico Buarque aqui no GLOBO, afirmando que jamais me deu uma entrevista. Ou seja, ele alega que eu teria faltado com a verdade ao incluí-lo entre as fontes listadas na biografia “Roberto Carlos em detalhes”. Ocorre que Chico Buarque foi, sim, uma das 175 pessoas que entrevistei para a pesquisa que resultou naquele livro. O artista certamente se esqueceu, mas ele me recebeu em sua casa, na Gávea, na tarde de 30 de março de 1992". Paulo Cesar "Suas frases estão reproduzidas na página 184 da biografia que escrevi".
A produtora Paula Lavigne é a porta-voz do grupo Procure Saber, formado por músicos como Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Djavan e Erasmo Carlos. O grupo tenta impedir mudança na legislação que submete a publicação de biografias à autorização dos biografados.O grupo já conseguiu que o Senado colocasse em pauta e aprovasse o projeto de lei que modifica as regras de arrecadação e distribuição de direitos autorais musicais, no último mês de julho.
Durante o ''embate'', a jornalista responde: "Marcela". E Paula rebate: "Ela não vai se sentir bem vendo eu perguntar isso, é disso que estou falando, você não está entendendo na teoria e agora viu na prática como é ruim ter a privacidade invadida!".
Para o jornal O Globo, Bárabara criticou a postura de Paula no programa: “Não sou famosa, não desperto interesse público. Fora que achei a pergunta preconceituosa, como se 'pegasse mal' alguém ser gay hoje em dia”.
A jornalista ainda alfinetou a empresária: "Deu a impressão de que ela estava lá só para isso". E continuou: "Eu não tenho medo de nada. Nem eu nem a minha companheira, Marcela. Não ganho nada além do meu salário nem dinheiro algum da Lei Rouanet. Sou independente, sempre fui".
Já Lavigne diz que não foi ao programa "dar resposta nenhuma", e sim debater. A polêmica sobre as biografias não autorizadas tem esquentado os ânimos de artistas e escritores.
Em artigo publicado na última terça-feira, 15, no O Globo, o cantor e compositor Chico Buarque negou ter sido entrevistado por Paulo Cesar de Araújo, autor da biografia não autorizada "Roberto Carlos em detalhes", obra que foi recolhida das livrarias imediatamente após ser lançada: "Lamento pelo autor, que diz ter empenhado 15 anos de sua vida em pesquisas e entrevistas com não sei quantas pessoas, inclusive eu. Só que ele nunca me entrevistou".
Entretanto, também em artigo publicado nesta quarta no site do O Globo, o biógrafo respondeu a acusação e ainda apresentou provas, como um vídeo e fotografias da entrevista: "Foi com grande espanto que li, quarta, declaração de Chico Buarque aqui no GLOBO, afirmando que jamais me deu uma entrevista. Ou seja, ele alega que eu teria faltado com a verdade ao incluí-lo entre as fontes listadas na biografia “Roberto Carlos em detalhes”. Ocorre que Chico Buarque foi, sim, uma das 175 pessoas que entrevistei para a pesquisa que resultou naquele livro. O artista certamente se esqueceu, mas ele me recebeu em sua casa, na Gávea, na tarde de 30 de março de 1992". Paulo Cesar "Suas frases estão reproduzidas na página 184 da biografia que escrevi".
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Naldo traiu Moranguinho dois dias antes de casamento, diz site
Segundo o colunista Léo Dias, a traição aconteceu no camarim do cantor após um show.
Segundo o colunista Léo Dias, do jornal O Dia, Naldo teria traído Moranguinho dois dias antes do casamento no camarim de um show. A amante seria uma empresária de Domingo Martins, a 40 km de Vitória, capital do Espírito Santo, onde o cantor fez um show.
Após a apresentação, Naldo teria chamado a moça para o camarim, onde ficaram por meia hora e trocaram vários beijos. O colunista entrou em contato com a empresária, que não quis falar sobre o assunto.
Segundo o colunista Léo Dias, do jornal O Dia, Naldo teria traído Moranguinho dois dias antes do casamento no camarim de um show. A amante seria uma empresária de Domingo Martins, a 40 km de Vitória, capital do Espírito Santo, onde o cantor fez um show.
Após a apresentação, Naldo teria chamado a moça para o camarim, onde ficaram por meia hora e trocaram vários beijos. O colunista entrou em contato com a empresária, que não quis falar sobre o assunto.
Scheila Carvalho fala sobre viagem com Tony Salles
Em entrevista ao site R7, a ex-dançarina disse que viajou com o marido para os Estados Unidos.
Scheila Carvalho revelou que fez uma viagem com seu marido, o cantor Tony Salles, após toda a polêmica da traição com Kamyla Simioni e da eliminação do reality A Fazenda.
"Fiz uma segunda lua de mel com o maridão. Fomos para alguns lugares dos Estados Unidos, como Nova York, Miami e Orlando. Minha filha, Giuila, não foi. Costumamos fazer viagens só nós e depois fazemos uma só com ela, que será para a Disney logo mais. Ela adora o Mickey Mouse.", revelou a apresentadora em entrevista ao site R7
Enquanto Scheila estava confinada no reality show "A Fazenda 6", a empresária Kamyla Simioni publicou imagens onde aparece beijando o cantor Tony Salles. Scheila e o marido abriram um processo contra Kamyla onde pede a quantia de R$ 2,4 milhões por danos morais.
Scheila Carvalho revelou que fez uma viagem com seu marido, o cantor Tony Salles, após toda a polêmica da traição com Kamyla Simioni e da eliminação do reality A Fazenda.
"Fiz uma segunda lua de mel com o maridão. Fomos para alguns lugares dos Estados Unidos, como Nova York, Miami e Orlando. Minha filha, Giuila, não foi. Costumamos fazer viagens só nós e depois fazemos uma só com ela, que será para a Disney logo mais. Ela adora o Mickey Mouse.", revelou a apresentadora em entrevista ao site R7
Enquanto Scheila estava confinada no reality show "A Fazenda 6", a empresária Kamyla Simioni publicou imagens onde aparece beijando o cantor Tony Salles. Scheila e o marido abriram um processo contra Kamyla onde pede a quantia de R$ 2,4 milhões por danos morais.
Personagem fixo de "Os Simpsons" irá morrer na próxima temporada
Roteirista da série animada não revelou qual habitante de Springfield irá morrer, mas deu algumas dicas!
Al Jean, roteirista da série animada "Os Simpsons" afirmou em entrevista a um jornal canadense que um personagem fixo irá morrer.
Não foi revelado o habitante de Sprigfield que irá morrer, mas segundo Jean “o ator que dubla esse personagem já ganhou um Emmy por isso”.
Com essa declaração, as vítimas podem ser: Bart, Homer, Marge, Lisa, Apu, Sideshow Bob, e a professora Edna Krabappel.
A morte do personagem deve acontecer na próxima temporada de "Os Simpsons", 14 anos depois da de Maud Flanders, última das personagens principais do seriado a ter morrido na cidade.
Al Jean, roteirista da série animada "Os Simpsons" afirmou em entrevista a um jornal canadense que um personagem fixo irá morrer.
Não foi revelado o habitante de Sprigfield que irá morrer, mas segundo Jean “o ator que dubla esse personagem já ganhou um Emmy por isso”.
Com essa declaração, as vítimas podem ser: Bart, Homer, Marge, Lisa, Apu, Sideshow Bob, e a professora Edna Krabappel.
A morte do personagem deve acontecer na próxima temporada de "Os Simpsons", 14 anos depois da de Maud Flanders, última das personagens principais do seriado a ter morrido na cidade.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Ex-vice-prefeito de Londres exibe o pênis no Facebook acidentalmente
O político conservador teria acionado um aplicativo que publica automaticamente no Facebook fotos feitas com iPhone.
O ex-vice-prefeito de Londres, Richard Barnes, publicou "acidentalmente" no Facebook fotos em que exibe o pênis.
De acordo com o site britânico Trending Central, o político conservador teria acionado uma plicativo que publica automaticamente no Facebook fotos feitas com iPhone.
As imagens foram rapidamente retiradas da conta de Barnes, mas deu tempo de elas caírem na rede.
Barnes é figura carimbada dos tabloides britânicos, recentemente o ex-prefeito assumiu publicamente que é gay.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Capas dos livros de 'Game of thrones' em releitura de cordel
A série “Game of thrones” ganhou capas com o tema de cordel. A criação é da designer M. Steffens, de 22 anos, que resolveu exercitar sua criatividade utilizando o ambiente e enredo fantástico dos livros “A guerra dos tronos”, “A fúria dos reis”, “A tormenta de espadas”, “O festim dos corvos” e “A dança dos dragões”.
Em entrevista por e-mail ao O GLOBO, a ilustradora de Florianópolis explicou a motivação: "Sempre tive muito carinho por histórias de fantasia, especialmente nesse estilo high-fantasy que o George R.R. Martin trabalha tão bem. Não vi muito da série, mas sou grande fã dos livros, que me cativaram pela complexidade dos personagens, que fogem bastante maniqueísmo comum da literatura desse gênero".
Sua paixão por arte e cultura brasileira também foram motivação, disse Steffens. Ela disse ainda que viu no projeto a chance de “botar um pouquinho mais do Brasil no mundo”. As gravuras nasceram quando a ilustradora participou de um projeto com estampas de tecido nordestinas.
A autora diz que prefere ficção científica a fantasias, mas que se surpreendeu com a repercussão positiva do material. Entretanto, apesar de gostar da série, ela adianta que não teria paciência para escrever e desenhar o conteúdo de cada livro. Agora, diz que planeja fazer outras releituras de histórias famosas, como ‘Star wars’ e ‘Star trek’, e também clássicos brasileiros e mundiais, como‘Dom Casmurro’. "Se a oportunidade aparecer", ela fala.
Fonte: O GLOBO
Em entrevista por e-mail ao O GLOBO, a ilustradora de Florianópolis explicou a motivação: "Sempre tive muito carinho por histórias de fantasia, especialmente nesse estilo high-fantasy que o George R.R. Martin trabalha tão bem. Não vi muito da série, mas sou grande fã dos livros, que me cativaram pela complexidade dos personagens, que fogem bastante maniqueísmo comum da literatura desse gênero".
Sua paixão por arte e cultura brasileira também foram motivação, disse Steffens. Ela disse ainda que viu no projeto a chance de “botar um pouquinho mais do Brasil no mundo”. As gravuras nasceram quando a ilustradora participou de um projeto com estampas de tecido nordestinas.
A autora diz que prefere ficção científica a fantasias, mas que se surpreendeu com a repercussão positiva do material. Entretanto, apesar de gostar da série, ela adianta que não teria paciência para escrever e desenhar o conteúdo de cada livro. Agora, diz que planeja fazer outras releituras de histórias famosas, como ‘Star wars’ e ‘Star trek’, e também clássicos brasileiros e mundiais, como‘Dom Casmurro’. "Se a oportunidade aparecer", ela fala.
Fonte: O GLOBO
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Justin Bieber confessa que mal pode esperar para casar e ter filhos
O cantor teen já está pensando em casar e formar uma família. Em entrevista para a revista "In Touch", Justin, de 19 anos, contou. "Mal posso esperar para ter uma linda mulher e filhos correndo por aí".
O jovem, que foi flagrado recentemente acompanhado da modelo Ashley Moore, ainda afirmou na entrevista para a publicação que o desejo não é para agora. "Essas coisas estão nas mãos de Deus, não nas minhas", disse.
E completou: "Eu não vou mentir. É divertido ser jovem, se apaixonar e estar apaixonado. Minha mãe me ensinou como tratar uma mulher direito e eu gosto de sair com uma garota e fazer coisas boas para ela. Todo mundo merece sentir que é a pessoa mais especial do mundo".
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Será o fim do carnaval em Sambaqui?
Um inquérito civil público denuncia a desorganização da festa
Para matar a saudade de casa, os marinheiros cariocas recorreram ao samba. No Morro da Caixa, onde os funcionários do 5° Distrito Naval fixaram moradia na década 40, nasceu uma tradição: o carnaval de rua. Com o tempo alguns blocos ganharam fama e se consolidaram no calendário carnavalesco da Ilha. O bloco Engenho de Dentro, de Sambaqui, é um deles. Mas, por interferência da justiça a bateria pode não retumbar por aquelas bandas no próximo ano.
A motivação do inquérito civil público é a desorganização do evento que fecha a principal rua do bairro, impedindo que os moradores voltem para casa, por isso pode ser suspenso. Num trajeto de três quilômetros, cerca de 30 mil foliões acompanham o desfile dos carros alegóricos que começa às 21h e adentram a madrugada. A festa se prolonga por dois dias.
O Engenho de Dentro foi fundado em 1995 e promove a festividade. Manoel Cândido da Luz, o Marreco, é um dos dirigentes do bloco, e estará presenta na sala do promotor Daniel Paladino, sexta-feira, às 15h, para explicar que a festa popular é uma construção comunitária, que preserva a história do bairro e estimula a vida cultural da cidade.
A Polícia Militar também comparecerá a discussão. A rua estreita que recebe a festa traz preocupações para os agentes da segurança pública. Ano passado duas pessoas foram baleadas. Noutro ano um homem foi morto. No aglomero, não foi possível evitar o crime.
A Associação de Bairro do Sambaqui não é contra o carnaval, mas sugere que mude de endereço, diante da frequência de reclamações dos moradores. A presidente da entidade civil, Sílvia da Conceição Blasi crê que se o bloco mantivesse o festejo depois da entrada da Rua Isid Dutra, que leva a Barra do Sambaqui, ofereceria uma alternativa aos moradores.
A mudança é simples e será avaliada. Os moradores estão no ritmo do samba do criolo doido: não há entendimento sobre o fato.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Baterista de Bruce Springsteen diz ser privilégio ter 'chefe trabalhador'
Em entrevista ao G1, Max Weinberg fala sobre show no Rock in Rio.
Membro da E Street Band, ele já tocou no talk-show de Conan O'Brien.
O baterista Max Weinberg usa o termo “trabalho” uma vez a cada dois minutos, em média. Às vezes, varia – fala em "serviço". Não parece sem motivo: aos 62 anos de idade, o músico quer se mostrar um funcionário dedicado. Desde 1974, seu chefe é Bruce Springsteen, que tem o sintomático apelido de The Boss (O Patrão) e toca com sua The E Street Band no Rock in Rio, em 21 de setembro, e em São Paulo, três dias antes.
Durante entrevista ao G1 por telefone, Weinberg comenta rindo que, em cerca de 40 anos no grupo, especializou-se nesta função: “Me tornei bastante profissional como observador do Bruce". Para ele, "o trabalho do baterista numa banda é prestar atenção no lugar onde está acontecendo a 'ação' – e, na nossa banda, a 'ação' está em Bruce Springsteen".
Weinberg é mesmo comprometido, mas ao longo de 17 anos não foi Bruce seu patrão exclusivo. Entre 1993 e 2010, as ordens vinham de Conan O’Brien, popular apresentador de um programa de TV noturno dos Estados Unidos. Integrante da banda da atração, o baterista estava para O’Brien como Derico está para Jô Soares: além de músico, atuava eventualmente como alvo das piadas.Veja, abaixo, uma lista de músicos populares por "interagir" com apresentadores.
Ao se lembrar do período em que se dedicou ao “humor”, Weinberg novamente recorre às palavras favoritas do vocabulário. “Jamais tinha feito nada como aquilo. Eles me pediram para fazer e eu disse que iria tentar... Meu trabalho na TV ou num show, qualquer coisa, é estar ‘a serviço’”, justifica. Leia, a seguir, os principais trechos da conversa, na qual ele comparaBruce Springsteen não a um artista, mas a um inventor, Thomas Edison (1947-1931).
| MÚSICO E 'ESCADA' Integrantes de bandas de programas de TV conhecidos por 'interagir' com apresentadores | |
|---|---|
| Derico, do 'Programa do Jô' João Frederico Sciotti, o Derico, acompanha Jô Soares desde 1990. É alvo constante das brincadeiras do apresentador. | |
| Paul Shaffer, do 'Late Night with David Letterman' O pianista é o diretor musical do programa, no qual "atua" desde o começo dos anos 1980. | |
| Caçulinha, do 'Domingão do Faustão' O maestro participa desde a estreia do programa, onde fez trilha sonora ao vivo e participou de piadas de Fausto. | |
| Roger Moreira, do 'Agora é tarde' O músico é líder do Ultraje a Rigor, banda que faz a trilha sonora do programa de Danilo Gentili na Band. | |
| Questlove, do 'Late Night with Jimmy Fallon' O baterista é o 'homem de frente' do The Roots, que toca desde 2009 com Fallon. | |
G1 – A turnê começou há muito tempo e o show no Rock in Rio está previsto para ser o último da excursão. Estão animados ou aliviados pelo término das viagens?
Max Weinberg – Não! Nós estamos muito empolgados de ir à América do Sul – e ao Rio, claro. O Rio de Janeiro, para nós da América do Norte, sempre representou o mais exótico dos lugares. Então, é uma emoção finalmente poder tocar lá.
Max Weinberg – Não! Nós estamos muito empolgados de ir à América do Sul – e ao Rio, claro. O Rio de Janeiro, para nós da América do Norte, sempre representou o mais exótico dos lugares. Então, é uma emoção finalmente poder tocar lá.
Na verdade, você tem razão, começamos a turnê em março passado, e nós estamos mais... Comprometidos e animados. Depois de fazer 125 ou 130 shows, continua incrivelmente divertido. Bruce está tocando músicas diferentes a cada noite. Ele sempre fez isso, mas particularmente agora tem optando por tirar da manga coisas antigas.
G1 – Nem um pouco cansados?
Max Weinberg – Nós não estamos cansados, de jeito nenhum. Quer dizer, estamos apenas fisicamente cansados, mas os shows não refletem isso, damos mil por cento a cada noite. Acho que é por isso que as pessoas costumam voltar [para ver novos shows de Bruce]. Porque não é apenas para ver variação de músicas de uma noite para outra – o que no mundo da música de hoje em dia é bastante incomum, sabe? Mas porque você encontra uma apresentação de 3 horas
Max Weinberg – Nós não estamos cansados, de jeito nenhum. Quer dizer, estamos apenas fisicamente cansados, mas os shows não refletem isso, damos mil por cento a cada noite. Acho que é por isso que as pessoas costumam voltar [para ver novos shows de Bruce]. Porque não é apenas para ver variação de músicas de uma noite para outra – o que no mundo da música de hoje em dia é bastante incomum, sabe? Mas porque você encontra uma apresentação de 3 horas
G1 – Ouvi dizer que, durante os shows do Bruce Springsteen and The E Street Band, você nunca para de olhar para o Bruce Sprigsteen. Por quê?
Max Weinberg – O trabalho do baterista numa banda é prestar atenção no lugar onde está acontecendo a “ação”. E, na nossa banda, a “ação” está em Bruce Springsteen. Tem muitas coisas espontâneas, não há um plano prévio estabelecido. Mudamos as coisas o tempo inteiro. Então, meu trabalho é ficar bem de olho, atento. Se o show dura três horas, tenho de assistir ao Bruce durante essas três horas. Porque há uma única certeza: a de que você nunca está completamente certo do que Bruce vai fazer. Tem que ficar ligado. Ao longo de quase 40 anos, me tornei bastante profissional como observador do Bruce (risos).
Max Weinberg – O trabalho do baterista numa banda é prestar atenção no lugar onde está acontecendo a “ação”. E, na nossa banda, a “ação” está em Bruce Springsteen. Tem muitas coisas espontâneas, não há um plano prévio estabelecido. Mudamos as coisas o tempo inteiro. Então, meu trabalho é ficar bem de olho, atento. Se o show dura três horas, tenho de assistir ao Bruce durante essas três horas. Porque há uma única certeza: a de que você nunca está completamente certo do que Bruce vai fazer. Tem que ficar ligado. Ao longo de quase 40 anos, me tornei bastante profissional como observador do Bruce (risos).
O Irv Cottler, baterista do Frank Sinatra, por exemplo, tocou com ele por quase 50 anos. Era uma relação muito, muito especial, porque ele permitia ao cantor ter certa liberdade para fazer o que sentia no momento. Tem uma coisa importante com a E Street Band que não acho que nenhuma outra banda por aí tenha: nós focamos totalmente no momento – sentimos aquilo que vem do público. É por isso que mudamos as coisas. Quando você nos vir no Rock in Rio, aquele vai ser um show único – esta é a grande diferença.
(Foto: Agência Zero)
G1 – Em uma entrevista, você já comparou Bruce Springsteen a Thomas Edison. O que há em comum entre um músico e um inventor?
Max Weingerg – No começo do século XX, a irmã mais velha da minha mãe trabalhou no laboratório do Thomas Edison. Lá, ela conheceu o marido dela. Meu tio dizia que trabalhar com ele [Thomas Edison] significava estar com um homem incrível. É assim que todos nos sentimos trabalhando para o Bruce. Ele não é apenas absurdamente talentoso, óbvio – mas também uma inspiração. Ele nos faz querer alcançar um nível mais elevado, nos faz buscar novas formas de expressão, para não nos acomodarmos com as conquistas do passado.
Max Weingerg – No começo do século XX, a irmã mais velha da minha mãe trabalhou no laboratório do Thomas Edison. Lá, ela conheceu o marido dela. Meu tio dizia que trabalhar com ele [Thomas Edison] significava estar com um homem incrível. É assim que todos nos sentimos trabalhando para o Bruce. Ele não é apenas absurdamente talentoso, óbvio – mas também uma inspiração. Ele nos faz querer alcançar um nível mais elevado, nos faz buscar novas formas de expressão, para não nos acomodarmos com as conquistas do passado.
Acredito que seja essa a marca de um grande homem ou de uma grande mulher. São grandes com relação aos objetivos, num significado mais profundo. Thomas Edison, certamente, fazia isso. Todos nós achamos que é um privilégio trabalhar tão próximo de alguém que é um verdadeiro criador.
G1 – Bruce Springsteen uma vez afirmou que você ‘é o maior baterista do mundo’. Devolveria o elogio, dizendo que ele é o maior cantor do mundo?
Max Weinberg – Obviamente, não cabe a mim julgar minha posição com relação aos bateristas do mundo, sabe? Bruce é, certamente, o cantor mais dedicado e inspirador que já vi. É alguém que leva tão a sério o que faz – e que se diverte levando isso a sério. Há tantos cantores maravilhosos... Só que Bruce é completamente único, e é isso caracteriza os grandes cantores. Há um único Pavaroti, um único Frank Sinatra, um único Paul McCartney, um único John Lennon... A lista vai longe. Bruce combinou todas as influências que foram absorvidas enquanto ele crescia – James Brown, Elvis Presley, Bob Dylan... –, para criar sua própria personalidade musical e vocal.
Max Weinberg – Obviamente, não cabe a mim julgar minha posição com relação aos bateristas do mundo, sabe? Bruce é, certamente, o cantor mais dedicado e inspirador que já vi. É alguém que leva tão a sério o que faz – e que se diverte levando isso a sério. Há tantos cantores maravilhosos... Só que Bruce é completamente único, e é isso caracteriza os grandes cantores. Há um único Pavaroti, um único Frank Sinatra, um único Paul McCartney, um único John Lennon... A lista vai longe. Bruce combinou todas as influências que foram absorvidas enquanto ele crescia – James Brown, Elvis Presley, Bob Dylan... –, para criar sua própria personalidade musical e vocal.
G1 – Além de tocar na E Street band, você trabalhou na banda do talk-show do Conan O’Brien. Isso foi importante para tornar você popular na TV, não?
Max Weinberg – Eu me diverti incrivelmente fazendo o “Late Night”, na NBC, por 16 anos. No “Tonight Show”, fiquei uns dez meses, acho. É muito diferente [de estar na E Street Band], porque você está trabalhando para uma grande corporação, tem um lado muito business... Quando comecei lá, tinha 42 anos de idade e estava pronto para aquele tipo de envolvimento corporativo. Fiz bastante comédia lá (risos), fiquei muito contente de liderar um grupo incrível de músicos. Acho que, naquela época, éramos a melhor banda na TV – tinha muito orgulho daqueles caras.
Max Weinberg – Eu me diverti incrivelmente fazendo o “Late Night”, na NBC, por 16 anos. No “Tonight Show”, fiquei uns dez meses, acho. É muito diferente [de estar na E Street Band], porque você está trabalhando para uma grande corporação, tem um lado muito business... Quando comecei lá, tinha 42 anos de idade e estava pronto para aquele tipo de envolvimento corporativo. Fiz bastante comédia lá (risos), fiquei muito contente de liderar um grupo incrível de músicos. Acho que, naquela época, éramos a melhor banda na TV – tinha muito orgulho daqueles caras.
Foi um trabalho ótimo, meus filhos eram novos quando comecei. Então, consegui passar muito tempo em casa. Esta era a melhor parte: a condição de ter uma vida familiar, voltar para a casa depois do trabalho. Tive sorte de fazer isso, mas meu coração, minha paixão é tocar com Bruce e a E Street Band.
Ao longo de 17 anos, eu era o cara a quem eles recorriam quando havia as coisas mais escandalosas a serem feitas (risos)."
Max Weinberg, sobre seu trabalho na TV
G1 – Você já tinha feito humor antes de tocar na TV?
Max Weinberg – Não, jamais tinha feito nada como aquilo. Eles me pediram para fazer e eu disse que iria tentar... Meu trabalho na TV ou num show, qualquer coisa, é estar “a serviço”. Então, eu disse que faria o meu melhor, e eles que se decidissem se eu era engraçado ou não. Ao longo de 17 anos, eu era o cara a quem eles recorriam quando havia as coisas mais escandalosas a serem feitas (risos). Fiquei feliz em fazer isso, era um desafio.
Max Weinberg – Não, jamais tinha feito nada como aquilo. Eles me pediram para fazer e eu disse que iria tentar... Meu trabalho na TV ou num show, qualquer coisa, é estar “a serviço”. Então, eu disse que faria o meu melhor, e eles que se decidissem se eu era engraçado ou não. Ao longo de 17 anos, eu era o cara a quem eles recorriam quando havia as coisas mais escandalosas a serem feitas (risos). Fiquei feliz em fazer isso, era um desafio.
G1 – Você falou agora há sobre seu casal de filhos. O rapaz, Jay, é baterista, certo?
Max Weinberg – Sim, um baterista fenomenal, gosta de coisas antigas. Heavy metal, progressivo, são o estilo. Ele vai se formar na faculdade em dezembro, acho que uma grande boa banda deveria recrutá-lo. É um músico incrível e também faz artes gráficas. Minha filha tem 26 anos e trabalha em Washington, no noticiário político da NBC. Sou muito orgulhoso dos meus filhos, porque são independentes e fazem suas próprias coisas.
Max Weinberg – Sim, um baterista fenomenal, gosta de coisas antigas. Heavy metal, progressivo, são o estilo. Ele vai se formar na faculdade em dezembro, acho que uma grande boa banda deveria recrutá-lo. É um músico incrível e também faz artes gráficas. Minha filha tem 26 anos e trabalha em Washington, no noticiário político da NBC. Sou muito orgulhoso dos meus filhos, porque são independentes e fazem suas próprias coisas.
G1 – Mas Jay já tocou com a E Street Band... Como foi isso para você?
Max Weinberg – Sim (risos). Foi incrível, ele me substituiu, acho que por uns 15 ou 20 shows. Eu estava fazendo o programa de TV e tive conflitos de agenda. Foi muito legal ver meu filho tocando na minha banda e fazendo um bom trabalho, sabe? Ele não conseguiu o trabalho porque é meu filho, mas porque era o melhor e mais qualificado baterista apto a fazer isso. Ele cresceu envolvido com música, conhecia o Bruce, claro, e todo mundo na banda – foi uma solução elegante para o problema de agenda.
Max Weinberg – Sim (risos). Foi incrível, ele me substituiu, acho que por uns 15 ou 20 shows. Eu estava fazendo o programa de TV e tive conflitos de agenda. Foi muito legal ver meu filho tocando na minha banda e fazendo um bom trabalho, sabe? Ele não conseguiu o trabalho porque é meu filho, mas porque era o melhor e mais qualificado baterista apto a fazer isso. Ele cresceu envolvido com música, conhecia o Bruce, claro, e todo mundo na banda – foi uma solução elegante para o problema de agenda.
Alguns amigos meus do mundo da música têm filhos que são músicos também. E uma coisa que ouço é: “Eu nunca vou ver meu filho tocando na minha própria banda.”. Na verdade, eu consegui ver meu filho tocando com Bruce Springsteen e a E Street Band, algo único.
G1 – Por que tocar ao vivo ainda é divertido depois de 40 anos na E Street Band?
Max Weinberg – Sempre que penso nisso, lembro-me de uma coisa que o presidente Kennedy disse, sobre usar com excelência toda a habilidade que você tem. Você não pode imaginar o impacto que ele teve – como presidente e como indivíduo – para alguém da minha idade, da minha geração, [que viveu] nos anos 1960. Lembro de ler esta declaração dele quando eu estava nos primeiros anos do ensino médio.
Max Weinberg – Sempre que penso nisso, lembro-me de uma coisa que o presidente Kennedy disse, sobre usar com excelência toda a habilidade que você tem. Você não pode imaginar o impacto que ele teve – como presidente e como indivíduo – para alguém da minha idade, da minha geração, [que viveu] nos anos 1960. Lembro de ler esta declaração dele quando eu estava nos primeiros anos do ensino médio.
Eis o porquê ser tão prazeroso e gratificante estar na E Street Band. Você usa todas as suas habilidades que tem absolutamente no nível mais elevado de performance. Poder fazer isso pela quinta década seguida é um privilégio tremendo. Levamos isso muito a sério. É um serviço que proporcionamos às pessoas, acho: permitir que elas se transformem, esqueçam os problemas por algumas horas e saiam um pouco de si. Nós vamos ao palco, tocamos de verdade, com dedicação e paixão. Acho que é isso que o presidente Kennedy queria dizer.
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